Sujeira pra todo lado

12 novembro, 2011

Até quando veremos isso?

Passando pela Rua Mato Grosso, entre a rua dos Goitacazes e avenida Bias Fortes encontrei esse ‘bota-fora’ em uma calçada de frente à um galpão. Além do lixo, existe areia e um forte cheiro e urina. Cadê a SLU para limpar isso?

 


Se essa rua fosse minha…

17 maio, 2011

Projeto de lei ‘vende’ rua do bairro Santa Lúcia.

"Fica desafetado como área de domínio público, passando a constituir
patrimônio dominial do Município o trecho de via pública no Bairro Santa Lúcia"

Este é o artigo 1º do projeto de lei nº1625/2011 que está tramitando na Câmara de Vereadores. A palavra ‘desafetado’ pode ser substituída por simplesmente ‘vendida’. Ou seja, a Rua Musas, localizada no bairro Santa Lúcia, simplesmente pode ser desapropriada  para ali se construir um hotel de luxo.

Recebi via Facebook a seguinte nota:

Reproduzo aqui o email enviado pelo Prof. Jacyntho Lins Brandão, relatando o último absurdo da administração da Prefeitura de BH sob o comando do atual Prefeito Márcio Lacerda. Passem pra frente o máximo q puderem.

“Hoje fui surpreendido com a notícia, publicada nos jornais, de que a “PBH tem primeira vitória para vender terreno para a construção de hotel de luxo” e esse “terreno” é nada menos que a minha rua! Atenção: não é um lote na rua não, é um pedaço da própria rua!!! A venda da rua, segundo o jornal, foi aprovada em primeiro turno por todos os vereadores, com a honrosa exceção de Iran Barbosa (PMDB), o único que parece ter conservado o sentido do cargo público que ocupa.

A história é a seguinte. Há alguns meses começou a correr o boato de que queriam construir, na Rua Musas, que tem apenas um quarteirão, no Bairro Santa Lúcia, um hotel de 30 andares, com 500 apartamentos. Nossa expectativa era de que a Prefeitura não autorizaria a obra, pois é óbvio que o local não comporta algo assim, porque o trânsito na Raja Gabaglia, na BR e no viaduto do BH-Shopping já é caótico, porque o meio-ambiente já está mais que comprometido e, principalmente, porque nós achávamos, os moradores, que a Prefeitura estava do nosso lado, e não do lado do tal hotel. Pode ser ingenuidade, mas tínhamos a ilusão democrática de que o poder público sempre está do lado do cidadão e não do dinheiro e da especulação imobiliária.

Mas a ameaça se mostrou muito maior do que qualquer expectativa catastrófica: não só, pelo visto, autorizaram a construção do tal hotel, como parece que o hotel é da prefeitura, já que vender a nossa rua é uma vitória do Sr. Márcio Lacerda!

Sinceramente, nunca ouvimos, nós, os moradores, falar de vender rua. Na nossa ingenuidade, pensávamos que rua fosse um bem público, não propriedade do prefeito e dos vereadores. Belo Horizonte ficará à mercê dos interesses deles, que deixaram, pelo visto, de nos representar, para representar interesses que não respeitam nada, nem o que, por ser público, pertence a todos nós?

Esta mensagem pretende ser uma reclamação veemente contra esses senhores e senhoras irresponsáveis, que não se mostram dignos do cargo público que ocupam, mas pretende ser também um alerta: cuidado, pois se o prefeito e os vereadores entendem que podem vender minha rua, um dia podem vender também a sua!

Jacyntho Lins Brandão

Lista dos que eu não sabia que eram donos da minha rua e que resolveram vendê-la:

O Prefeito:

Márcio Lacerda (PSB)

Os vereadores:

Adriano Ventura (PT)

Alberto Rodrigues (PV)

Alexandre Gomes (PSB)

Arnaldo Godoy (PT)

Autair Gomes (PSC)

Bruno Miranda (PDT)

Cabo Júlio (PMDB)

Carlúcio Gonçalves (PR)

Chambarelle (PRB)

Daniel Nepomuceno (PSB)

Divino Pereira (PMN)

Edinho Ribeiro (PTB)

Elaine Matozinhos (PTB)

Gêra Ornelas (PSB)

Geraldo Félix (PMDB)

Gunda (PSL)

Heleno (PHS)

Henrique Braga (PSDB)

Hugo Thomé (PMN)

João Bosco Rodrigues (PT)

João Oscar (PRP)

Joel Moreira Filho (PTC)

Léo Burguês de Castro (PSDB)

Leonardo Matos (PV)

Márcio Almeida (PRP)

Maria Lúcia Scarpelli (PCB)

Moamed Rachid (PDT)

Neusinha Santos (PT)

Pablo César (PTC)

Paulinho Motorista (PSL)

Preto (Democratas)

Priscila Teixeira (PTB)

Elias Murad (PSDB)

Reinaldo Preto (PMDB)

Ronaldo Gontijo (PPS)

Sérgio Fernando Pinho Tavares (PHS)

Sílvia Helena Rabelo (PPS)

Silvinho Rezende (PT)

Tarcísio Caixeta (PT)

Toninho Pinheiro da Vila Pinho (PTB)”

Como um órgão público simplesmente vende parte de uma rua? Fica a questão.

A lei está disponível no site da CMBH.


Violência aumenta e assusta a população

28 abril, 2011

A violência na região metropolitana nos últimos dias, tem assustado os moradores e deixa uma pergunta: cadê a ação da polícia?

Nesta semana três ônibus foram incendiados na região metropolitana de Belo Horizonte. Na última quarta, uma bomba caseira explodiu em uma concessionária de carros na região da Pampulha, dois jogadores do América sofreram sequestro-relâmpago, ‘saidinhas-de-banco’ são constantes e já se tornaram comum na região do Barro Preto, Savassi e no Centro.

No começo do mês a Polícia Civil realizou uma manifestação para pedir aumento nos salários, no efetivo e melhorias. Mas pra um cidadão que precisa ir a uma delegacia registrar um boletim de ocorrência pode-se demorar horas. Pode não ter um escrivão de plantão, pode não ter um delegado presente.

O secretário de Defesa Social, Lafayette Andrada quase não é visto em público. A secretária não divulga mais números sobre a violência tanto em Belo Horizonte quanto no interior. Estão querendo ‘tampar o Sol com a peneira’?

Esta série de crimes que ocorreram nas últimas semanas mostra como a violência aumentou na cidade e deixa a pergunta: cadê a ação efetiva da Polícia Militar? Cadê a repressão contra os crimes tidos como banais, como pequenos furtos, arrombamentos a carros e casas? Com a palavra o governo do Estado.


Opinião: Anel da Morte

7 fevereiro, 2011

Teodomiro Braga escreveu este texto no O TEMPO de sábado, 5. Reproduzo-o aqui no blog por concordar com tudo que ele diz sobre uma das rodovias onde mais se mata no Brasil.

ANEL DA MORTE

por Teodomiro Braga *

Sai ano, entra ano e algumas coisa, no Brasil, continuam do mesmo jeito. Uma delas é o Congresso Nacional, que acaba de inaugurar nova legislatura com as famigeradas figuras de sempre. Estou me referindo a Paulo Maluf, José Sarney, Anthony Garotinho e outros, cujas presenças na Câmara e no Senado mostram que a Lei da Ficha Limpa não passou de balela.

Se saiu Jader Barbalho, entraram Tiririca, Romário e até um ex-BBB. E para não deixar dúvida alguma sobre o que se pode esperar do novo parlamento, o Senado elegeu José Sarney para seu presidente nos próximos dois anos, como parte de um acordo pelo qual ele será sucedido pelo alagoano Renan Calheiros. Dá para aguentar?

Outra coisa que sai ano, entra ano e continua na mesma é o descaso das autoridades com o Anel Rodoviário de Belo Horizonte, a nossa ‘rodovia da morte’ . Em 2010, os acidentes causaram 39 mortes. Este ano, só em janeiro, foram nove pessoas mortas. Foi preciso haver o brutal acidente no trecho do Anel que corta o bairro Betânia, na sexta-feira retrasada, para que a sociedade despertasse de vez para o problema, iniciando uma vigorosa reação contra a incompetência, a irresponsabilidade e a negligência com que as autoridades vêm lidando há vários anos com o problema.

A brutalidade do acidente foi uma trágica ilustração sobre como os motoristas que trafegam diariamente pelo Anel Rodoviário enfrentam risco de vida por conta da precariedade da pista e da falta de sinalização e de equipamentos de segurança, além de quase inexistência de fiscalização.

Não dá mais para aceitar desculpas esfarrapadas do DNIT para prosseguir com os seguidos adiamentos das obras.

Em alta velocidade, uma carreta arrastou 14 carros que estavam à sua frente, deixando um rastro ensanguentado de destruição nos dois lados da pista. Uma tragédia dessa proporção teria sido evitada se tivessem sido realizadas as obras de reforma do Anel, há tantos anos prometidas e há tantos anos adiadas.

Além dos protestos de sempre, desta vez a reação contra as mortes no Anel incluiu uma ruidosa manifestação de protesto em frente à sede do DNIT organizada por várias entidades. “Dilma, quantas mais (mortes) teremos?”, perguntava uma das faixas carregadas pelos manifestantes.

Espero que esta manifestação seja a primeira de muitas, pois somente com o muito protesto, com muita gritaria, com muitas ações na Justiça e outras medidas coletivas é que se conseguirá acabar com o descaso do poder público em relação à urgência da reconstrução do nosso Anel Rodoviário.

Aproveito este espaço para fazer a minha parte neste movimento de protesto iniciado essa semana. Não dá mais para aceitar as desculpas esfarrapadas do DNIT para prosseguir com os seguidos adiamentos das obras, o último deles causado – pasmem – por erros grosseiros no projeto do novo Anel.

*Teodomiro Braga é colunista aos sábados do Jornal O TEMPO. O texto foi transcrito conforme está no jornal e teve autorização prévia do autor.

 

 


Anel Rodoviário: Anel da Morte

29 janeiro, 2011

E ontem aconteceu a primeira tragédia no Anel Rodoviário de Belo Horizonte. Escrevi ‘a primeira’ porque vai acontecer muitas outras até o final de 2011. Os órgãos responsáveis pela rodovia, simplesmente ignoram a situação de calamidade pública que existe naquela parte que vai do Olhos D´Água até a Via do Minério. O DNIT divulgou nota dizendo que a tragédia de ontem não irá antecipar as obras emergenciais que estão ainda em processo de licitação, pois tem que aguardar os prazos definidos em lei. Em 2009, o prefeito de BH, Márcio Lacerda decretou estado de calamidade pública na via. Nada foi feito. Até quando veremos famílias chorando a morte de parentes por causa da irresponsabilidade de governantes e ‘motoristas’ que não conhecem a rodovia?


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